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Sem leitos disponíveis, Mato Grosso do Sul transfere cinco pacientes com covid-19 para São Paulo

Com ocupação máxima dos leitos, Mato Grosso do Sul enviou para São Paulo cinco pacientes que apresentam quadro grave da doença.


Secretaria de Estado de Saúde; Mato Grosso do Sul
Secretaria de Estado de Saúde Mato Grosso do Sul
Crédito: Secretaria de Estado de Saúde; Mato Grosso do Sul

Com ocupação máxima dos leitos para covid-19, o Mato Grosso do Sul enviou para São Paulo neste domingo (6) cinco pacientes que apresentam quadro grave da doença. O transporte foi realizado por avião da FAB (Força Aérea Brasileira).

Após desembarque no aeroporto de Congonhas, segundo informações da secretaria estadual de Saúde de SP, eles serão direcionados para hospitais de referência para tratamento de casos graves de coronavírus localizados na capital.

Os pacientes, quatro homens e uma mulher, serão internados em leitos de terapia intensiva.

No Mato Grosso do Sul, 251 pessoas esperam por vagas em leitos de enfermaria e UTI voltados para o tratamento da covid-19.

Desde quarta-feira (2), nove pacientes com origem em Bonito, Dourados e Eldorado já foram transferidos do estado para Rondônia.

Segundo a secretaria estadual de Saúde do Mato Grosso do Sul, o encaminhamento de pacientes para São Paulo ocorreu após reunião que envolveu representantes de instituições dos dois estados, de Campo Grande e do Ministério da Saúde e da Defesa. 

O Mato Grosso do Sul acumula 301.559 casos da doença, sendo que 1.316 foram confirmados neste domingo (6).

Maio foi o mês com o maior número de confirmações da infecção (42.540) desde o início da pandemia. Até o momento, já são 10.834 casos em junho.

Segundo o painel de vacinação do Ministério da Saúde, o Mato Grosso do Sul é o 15º estado com mais doses aplicadas. Dados do estado indicam que 13,39% da população está imunizada com a segunda dose.

Nas últimas semanas, Curitiba (PR), Campo Grande (MS) e Aracaju (SE) vêm enfrentando um cenário de colapso no sistema de saúde pública, com ocupação igual ou superior a 100% dos leitos, e registram filas de pacientes infectados com o coronavírus aguardando por uma vaga de terapia intensiva.


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