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Adesão de jovens à vacina contra a covid continua baixa na capital paulista


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Baixa adesão de jovens na capital paulista preocupa
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A vacinação de jovens a partir dos 12 anos de idade com comorbidades, iniciada nesta segunda-feira (23) na capital paulista, manteve a baixa presença de adolescentes, registrada desde a quarta-feira passada, quando a imunização da faixa etária entre 16 e 17 anos, também com comorbidades, foi iniciada. Grávidas e jovens que acabaram de dar à luz também compõem este recorte etário determinado pelo município.

Entre quarta e sábado (21), quando houve repescagem, foram vacinados 9.314 jovens entre 16 e 17 anos na cidade, segundo a prefeitura, representando 19,4% dos 48 mil com comorbidades.

Por causa da baixa adesão, a prefeitura anunciou, na sexta-feira (20), a antecipação da vacinação de adolescentes, ainda com comorbidades, a partir dos 12 anos. "Há vacina suficiente para todos", afirmou o prefeito Ricardo Nunes, nesta segunda, durante o início da vacinação em um megaposto na Vila Olímpia (zona sul).

Um pouco assustado com a presença de câmeras e autoridades, o adolescente Davi Nunes, 12 anos, foi um dos primeiros jovens em sua faixa etária a receber a primeira dose de vacina contra o coronavírus em São Paulo.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que, até o momento, somente o imunizante da Pfizer pode ser administrado em menores de idade no Brasil.

Asmático, o jovem foi acompanhado pela mãe até o posto da Vila Olímpia, por volta das 8h. "É um alívio enorme ver meu filho sendo imunizado. Me deixa um pouco mais segura", afirmou Vivian Nunes, 36 anos.

A movimentação de jornalistas e autoridades, que deixou Davi tímido, destoou do movimento do posto, praticamente vazio, no estacionamento do shopping.

A chegada de João Morais Bastos, 14 anos, em sua cadeira de rodas, porém, movimentou o local. Acompanhado pela mãe, Alessandra Sadok, o adolescente, portador de paralisia cerebral, ganhou a atenção de todos quando foi imunizado.

Segundo a Secretaria da Saúde, a capital paulista conta, além dos 48 mil jovens com comorbidades entre 16 e 17 anos, com mais 92.868 com 12 e 15 anos. Dados preliminares sobre a imunização do segundo grupo não haviam sido enviados até a publicação desta reportagem.

O mega-drive-thru no Memorial da América Latina, na zona oeste, também estava vazio por volta das 9h40 desta segunda. Em cerca de 20 minutos, passaram quatro carros pelo local, dos quais somente um era ocupado por um adolescente, o estudante Rafic Sales Hasan, 14 anos, acompanhado da mãe, que preferiu se identificar somente como Angélica, 48 anos.

De máscara, o adolescente afirmou sentir falta do convívio social. "Tomara que eu possa ver meus amigos de novo, quando todo mundo estiver vacinado, sem ter que sentir medo [por causa da covid-19]."

Segundo sua mãe, Rafik é asmático e, por isso, está dentro do grupo de jovens aptos a serem vacinados contra a covid-19 na capital paulista.

O adolescente foi o quinto menor de idade, entre 8h e 10h20, a ser vacinado no posto do Memorial da América Latina. Além dele, mais dois de 15 anos, e outros de 12 e 13, cada, também foram imunizados. Além dos jovens, 35 adultos haviam passado também pelo posto, segundo apurado pelo Agora.

Entre eles, estava a estudante de odontologia Giovanna Barrok, 19 anos, que, pelo fato de ser da área da saúde, tomou a segundo dose contra o vírus.

"Eu me sinto muito aliviada. Confesso que me encontro com amigos, mas com todos ao menos com uma dose de vacina, e mantendo medidas de prevenção, e, ainda, fora de ambientes públicos", se justificou.


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