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Alunos são suspensos após fazerem saudação nazista em sala de aula em Criciúma

O caso ocorreu há cerca de três meses, mas o vídeo foi compartilhado nas redes sociais nos últimos dias


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Alunos são suspensos após fazerem saudação nazista em sala de aula em Criciúma
Crédito: Divulgação

A direção de um colégio particular de Criciúma, no sul de Santa Catarina, anunciou nesta quinta-feira (26) a suspensão de um grupo de estudantes do 9º ano que reproduziu uma saudação nazista em sala de aula. O caso ocorreu há cerca de três meses, mas o vídeo foi compartilhado nas redes sociais nos últimos dias.

Nas imagens, cinco alunos aparecem sentados nas carteiras e, após um professor surgir na porta da sala, eles ficam em pé e esticam o braço direito, imitando uma saudação nazista.

Em nota, a direção do Colégio da Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (Satc) afirmou que apologia ao nazismo é crime e que repudia e não compactua com a atitude dos alunos.

"Deste modo, as providências cabíveis foram tomadas, com a suspensão de alunos, advertências e a realização de uma reflexão sobre o nazismo e o quanto esse regime foi pavoroso para a história humana".

Segundo a instituição, o professor envolvido no caso não é judeu e foi o primeiro a advertir os alunos. Como exemplo, ele "fez uma reflexão como se ele fosse um judeu" para que eles percebessem como o ato reproduzido "impactou e ainda impacta na vida de muitas pessoas".

"Ele usou isso como exemplo para alertar sobre as responsabilidades de cada um", afirmou o diretor do colégio, Carlos Antonio Ferreira, em vídeo publicado nesta sexta-feira (27) nas redes sociais da instituição.

"Tudo já foi devidamente esclarecido e foram tomadas as medidas inclusive educativas. [...] É necessário que a gente use esse tipo de abordagem para dar o melhor encaminhamento", disse o diretor.

Na mesma cidade catarinense, o prefeito Clésio Salvaro (PSDB) anunciou nesta semana a demissão de um professor de artes da rede municipal de ensino que exibiu em sala de aula o clipe da música "Etérea", do cantor Criolo, que tem contexto LGBTQIA+.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito chamou o conteúdo do clipe de "viadagem" e pediu para que pais de alunos denunciem atividades parecidas que eventualmente ocorram em escolas da rede pública.

"Não permitimos, não toleramos, está demitido o profissional. Nas escolas do município, enquanto eu estiver aqui de plantão, isso não vai acontecer, esse tipo de atitude, essa 'viadagem' na sala de aula, nós não concordamos. E se os pais souberem de algo parecido que foi exposto para os seus filhos, por favor, entrem em contato com o município", afirmou.

O Ministério Público de Santa Catarina está apurando a conduta do prefeito.


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