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SP prevê policiamento inédito no 7 de Setembro e delegacias terão grupo de elite da Polícia Civil


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SP prevê policiamento inédito no 7 de Setembro e delegacias terão grupo de elite da Polícia Civil
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Para tentar evitar confrontos entre manifestantes e depredações de prédios no 7 de Setembro, as forças de segurança de São Paulo montaram esquema de segurança nas regiões da Paulista e do Vale do Anhangabaú que prevê a utilização de 3.600 policiais militares e a ação de equipes de elite da Polícia Civil na proteção de distritos policiais.

Além dessas regiões, toda a cidade e outras regiões do estado terão policiamento reforçado, algo inédito em feriados de 7 de Setembro. Haverá também revista pessoal e de mochilas para barrar qualquer tipo de arma (tanto de fogo como branca).

Em relação ao efetivo empregado, como comparação, no Carnaval de 2020, a PM utilizou cerca de 10 mil homens para atuar diante de um público estimado de 15 milhões de pessoas.

Bolsonaristas organizam um ato em defesa do presidente -a favor do voto impresso e contra a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal), em meio a outras pautas golpistas- na avenida Paulista durante a tarde, com a esperada presença de Jair Bolsonaro.

Já a Campanha Fora Bolsonaro, fórum que reúne grupos e partidos majoritariamente de esquerda, protestará contra o presidente na mesma data, também durante a tarde, no vale do Anhangabaú.

De acordo com nota divulgada pela Polícia Militar na tarde desta sexta-feira (8), o patrulhamento será reforçado logo pelas primeiras horas do dia e, também, nas imediações das estações de metrô.

Para garantir a segurança nas duas manifestações, ainda segundo a PM, serão empregados o efetivo dos batalhões das áreas, batalhões especiais, com apoio de 1.473 viaturas, 60 cavalos, 4 drones e dois helicópteros Águia.

"Além disso, integrarão o esquema uma equipe de mediadores da PM -agentes que possuem cursos de gerenciamento de crises e terão o papel de facilitar a comunicação da Instituição com os manifestantes e vice-versa a fim de evitar confrontos, discussões e atos de violência. Esses policiais estarão vestindo um colete azul", diz nota da PM.

De acordo com policiais civis ouvidos pela reportagem, os distritos da região central também receberão reforços, assim como as centrais de flagrantes. Até os policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) participarão das prisões em casos mais graves.

Além disso, os distritos da região central, em especial da Paulista, terão apoio de 14 equipes do Dope (Departamento de Operações Especiais) para proteger e apoiar os colegas de plantão. O reforço visa lidar tanto com episódios de violência envolvendo black blocks como também com eventual envolvimento de militares ligados a atos bolsonaristas.

Ainda de acordo com integrantes da cúpula da segurança ouvidos pela reportagem, as equipes das Corregedorias da Polícia Militar e Polícia Civil também trabalharão com esquema especial de efetivo para atuar com policiais da ativa que se envolverem em confusão nas manifestações políticas. A expectativa é da maior participação de policiais militares da reserva -os da ativa, em tese, são proibidos.

Segundo a PM, os carros de som que irão integrar as manifestações serão vistoriados por equipes do policiamento de trânsito antes dos eventos e escoltados até os locais determinados para seu estacionamento.

Além disso, os policiais farão revista pessoal e de mochilas e não permitirá acesso o porte de objetos que possam "atentar contra a vida dos demais presentes nas manifestações, população em geral e policiais".

"Entre os itens que não poderão ser usados estão armas brancas e de fogo, bastões, fogos de artifício, sinalizadores e drones. Quem estiver na posse destes materiais será conduzido à delegacia para o registro de um termo circunstanciado", diz nota da PM.

Isso também vale para policiais civis e militares, segundo o governo João Doria (PSDB).

A base é o artigo 5º da Constituição, que todos podem ser "reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público".

As medidas de segurança a serem adotadas no 7 de Setembro foram discutidas com representantes dos organizadores dos atos, na última terça-feira (31), em duas reuniões realizadas na sede do Comando de Policiamento de Área Metropolitano, responsável pelo patrulhamento na área central da cidade.

Pelo que ficou acertado entre os organizados, no ato na avenida Paulista os grupos se concentrarão no perímetro que compreende a avenida Brigadeiro Luís Antônio e a praça dos Ciclistas, entre as 11h e 18h. Esse local devem ser concentrar os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Já no Vale do Anhangabaú, onde devem ser reunir os manifestantes contrários ao governo federal, a concentração ocorrerá das 14h às 17h.

O governo paulista também alerta que, em razão das manifestações, as linhas de ônibus que passam por esses locais serão ajustadas. "O Metrô orienta os usuários a comprar antecipadamente os bilhetes e informa que poderá realizar o controle de acesso às plataformas para evitar acidentes, se necessário."


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