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Corpo de brasileira é encontrado perto da fronteira do México com EUA


O corpo de uma brasileira de 49 anos foi encontrado ontem durante uma patrulha de agentes norte-americanos em uma área desértica no Novo México, nos Estados Unidos.

"Esta é uma das situações mais tristes que já vi", disse o xerife do condado de Luna, Michael Brown. O corpo de Lenilda dos Santos foi encontrado perto do cruzamento das rodovias Castaneda e Hondale, próximo ao Aerostat, disse o policial.

A identificação foi possível porque ela estava com seu passaporte brasileiro. As informações foram divulgadas pela polícia. Parentes da brasileira que vivem em Massachusetts foram procurados pela polícia. Eles disseram que o último contato com ela foi na sexta-feira, quando ela ligou dizendo que havia se separado do grupo que tentava entrar nos Estados Unidos, estava sem água e temia estar morrendo.

Lenilda teria compartilhado sua localização com eles, e a polícia iniciou as buscas tentando rastrear a localização da brasileira por meio do celular. "Mas, no deserto as informações fornecem uma ampla área para pesquisa", disse Brown.

Uma das pessoas contatadas pela família de Lenilda foi o brasileiro Kleber Vilanova, morador de Ohio, cuja empresa atua na área de imigração e atende brasileiros e latinos. Ele criou uma campanha no GoFundMe para realizar o traslado do corpo da brasileira.

Foram mais de cinco dias sem notícias até que familiares acionaram Kleber, que acompanhou as buscas de perto. Segundo ele, Lenilda viajava com conhecidos e queria chegar em Ohio. Ela era de Vale do Paraíso (RO) e deixou duas filhas no Brasil.

"Na terça-feira dia 7 de Setembro, Lenilda e seus companheiros de viagem atravessaram a fronteira ilegalmente em direção a cidade de Deming Novo México. Após algumas horas de caminhada debaixo daquele sol escaldante, Lenilda começou a passar muito mal e estava muito desidratada. Com medo de serem detidos pela patrulha da Fronteira seus companheiros de viagem a deixaram só naquela situação", conta ele.

Foram horas de busca até que o corpo de Lenilda fosse encontrado. A residência mais próxima estava a 400 metros. A brasileira usava uma roupa camuflada, o que segundo o policial é comum entre os imigrantes ilegais.

"Isso é algo que vemos continuamente, disse Brown, lamentando a atuação dos coiotes (traficantes de pessoas) na região, por buscarem "maneiras de ganhar dinheiro às custas de vidas humanas".


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