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São Paulo inicia busca a moradores de rua que não tomaram 2ª dose


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São Paulo inicia busca a moradores de rua que não tomaram 2ª dose
Crédito: Divulgação

Alexsandro Santos Gonçalves, 48 anos, foi ao Núcleo de Convivência Marinho Vila, na Mooca, zona leste de São Paulo, para tomar um banho na manhã desta quarta-feira (1º) e acabou recebendo a segunda dose da vacina contra a covid-19, o que não estava nos seus planos.

Gonçalves é uma das pessoas em situação de rua na capital que a Secretaria Municipal da Saúde começou a procurar nesta quarta em uma busca ativa a moradores de rua que ainda não tomaram a segunda dose do imunizante.

"Na rua a gente tem medo de tudo, inclusive do vírus", afirmou ele, que disse ter tomado a primeira dose da vacina em agosto e não sabia que o centro de acolhida seria ponto de vacinação.

Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, 43,6 mil vacinas foram aplicadas até a última sexta (26) a moradores em situação de rua, sendo 20,3 mil primeiras doses, 15,7 mil segundas, 5,8 mil doses únicas e 660 adicionais.

Conforme o último censo da prefeitura, de 2019, a cidade tinha cerca de 24 mil pessoas vivendo nas ruas da cidade. A gestão Ricardo Nunes (MDB) encomendou um novo estudo, mas o Movimento Estadual dos Moradores em Situação de Rua estima que a quantidade é muito maior, em torno de 66 mil pessoas.

Sem dar uma meta de moradores de rua a serem vacinados, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, afirmou que a capital está conseguindo imunizar esse público.

"Muitos foram vacinados em outras cidades, pois é uma população flutuante", disse ele, que acompanhou o primeiro dia de busca ativa ao lado do padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo.

Até as 11h desta quarta, 80 pessoas foram imunizadas com vacinas da Pfizer e da Janssen no núcleo de convivência.

De acordo com o secretário, a busca ativa na vacinação de moradores de rua ganha força com a confirmação de três casos da variante ômicron, sendo dois deles na capital e o terceiro em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O secretário afirmou ainda que cerca de um milhão de pessoas não apareceram para tomar a terceira dose da vacina na capital.

"São pessoas que tomaram a segunda dose há mais de cinco meses e que não devem saber que podem tomar o reforço porque não está escrito no carnê de vacinação", disse. "É muito importante que todos estejam vacinados neste momento por causa de uma nova variante que pode começar a circular."


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