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Ganhador do Nobel da Paz, arcebispo Desmond Tutu morre aos 90 anos

Primeiro arcebispo negro da Cidade do Cabo, Tutu ficou conhecido internacionalmente pela oposição não violenta ao apartheid


Reprodução/Creative Commons
Desmond Tutu estava doentes há quase dez anos
Crédito: Reprodução/Creative Commons

Primeiro arcebispo negro da Cidade do Cabo, na África do Sul, e ganhador de um prêmio Nobel da Paz em 1984 por defender a luta não violenta contra o apartheid, Desmond Tutu morreu neste domingo (26), aos 90 anos.

Lembrado pelo bom humor, pelas mensagens inspiradoras e pelo trabalho de conscientização pelos direitos civis e humanos, Tutu foi uma das principais vozes de pressão ao governo sul-africano pelo fim da política oficial de segregação racial do país.

Ele estava doente há anos e passou por diversas internações desde 2013, quando descobriu uma infecção persistente.

HISTÓRIA

Depois que o apartheid acabou, no início dos anos 1990, e Nelson Mandela se tornou presidente do país, Tutu foi nomeado presidente da Comissão de Verdade e Reconciliação da África do Sul.

O presidente Obama, dos EUA, concedeu-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade em 2009. Em 2012, Tutu recebeu uma doação de US$1 milhão da Fundação Mo Ibrahim por “seu compromisso vitalício de falar a verdade ao poder”. No ano seguinte, ele recebeu o Prêmio Templeton por seu “trabalho ao longo da vida no avanço de princípios espirituais como o amor e o perdão, que ajudaram a libertar pessoas em todo o mundo”.


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