Últimas

Após chuvas, número de mortos na Grande Recife sobe para 33

Vinte pessoas morreram no Jardim Monte Verde, no Ibura, na Zona Sul do Recife. Outros seis óbitos foram registrados em Camaragibe, na Região Metropolitana


Divulgação
Os temporais foram avisados pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que emitiu um alerta de previsão de pancadas de chuvas
Crédito: Divulgação

28 mortes foram confirmadas devido a deslizamentos após as fortes chuvas que caíram no Recife desde a noite desta sexta-feira (27). O número de vítimas sobe para 33. Além de soterramentos, também houve registro de pessoas arrastadas pela água.

Houve deslizamentos de barreira no Córrego do Jenipapo, Lagoa Encantada e Sítio dos Pintos, segundo a Defesa Civil.

O órgão ainda informou que o Samu Metropolitano do Recife recebeu 57 chamados nas últimas horas, sendo 26 para atendimentos na capital pernambucana, 22 para Jaboatão dos Guararapes e 9 em Camaragibe.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que foram registrados diversos pontos de deslizamentos e desabamentos em quatro áreas: Sítio dos Pintos, na Zona Oeste do Recife; Córrego do Jenipapo, na Zona Norte; Sucupira, em Jaboatão; e São Lourenço da Mata.

Os temporais foram avisados pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que emitiu um alerta de previsão de pancadas de chuvas com intensidade forte a parte da noite de sexta (27) e ao longo deste sábado (28).

O aviso foi de nível vermelho que, segundo a Apac, implica em "condição extrema, com risco muito alto, previsão de fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional".

O prefeito da cidade, João Campos (PSB), afirmou que criou um comitê de crise e ativou o plano de contingência para mitigar os impactos das fortes chuvas. À GloboNews, disse que "a prioridade é só uma: salvas vidas" e pediu que moradores que estejam em zonas de risco deixem suas casas e procurem um lugar seguro.

"Tenho alertado que todas as famílias que estão nas áreas de risco, que são 32 famílias, devem procurar abrigo em casas de familiares, abrigos da prefeitura e escolas municipais. Estamos abrindo as escolas [para recebê-las]. Já são 14 escolas que receberam pessoas em risco e vamos prover o necessário para essas famílias", explicou.

Campos informou ainda que, no momento, há uma grande dificuldade de deslocamento na cidade, devido ao aumento no nível dos rios urbanos que cortam as regiões recifenses. Ele lamentou os temporais que causaram alagamentos e deslizamentos na grande Recife: "É um fenômeno atípico. Nossa cidade costuma ter chuva todo ano, mas nunca tivemos um fenômeno dessa magnitude".


Notícias relevantes: